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Vectra 2007
Portal
Terra - Carro Online
04/12/2006
Impressões
Por Ricardo
Meier
Correção de rota bem-vinda
Chevrolet mexe pouco, mas bem no
Vectra 2007
Para saber como ficou o Vectra depois dessas mudanças,
avaliamos a versão 2.0 Elegance com câmbio manual, que só
perde em vendas para o modelo com transmissão automática.
Autonomia maior
Enquanto não lança uma versão mais eficiente – ou mesmo um
novo motor – da família 2, a solução encontrada pela GM foi
ampliar o tanque de 52 para 58 litros. Comparado aos seus
rivais, o Vectra passou a ter mais capacidade que o Corolla
(55 litros), mas contina abaixo do Mégane (60 litros) e do
Fusion (66 litros) – o Civic é o menor, com 50 litros.
É um paliativo, claro, mas aumenta a autonomia em pelo menos
10%. A medida é, contudo, mais significativa no modelo
Elite, com motor 2.4 L.
Resposta aos críticos
Algumas opções da GM, ao projetar o Vectra, acabaram virando
motivo de pesadas críticas da imprensa especializada.
Algumas exageradas, outras pertinentes. Uma delas foi
utilizar equipamentos e peças de outros veículos – coisa que
a montadora desmente em certos casos. A verdade é que esse
tipo de intercâmbio é comum no setor, basta reparar no
ar-condicionado da Peugeot e da Citroën, presente tanto nos
compactos C3 e 206 quanto nos maiores Picasso e 307, ou nas
hastes do limpador e da seta do Ford Ka, Fiesta e EcoSport.
No carro da GM, no entanto, essa prática foi condenada de
cara. Estamos falando de detalhes como o botão dos faróis e
as saídas de ar, parecidas com as do Meriva, além do
ar-condicionado digital, idêntico ao do Astra. Em relação ao
primeiro, não cabem reclamações – basta olhar o interior do
Opel Astra, de onde o Vectra se originou. O mesmo painel de
controle da iluminação. Já o console central é um projeto
adaptado, com outros equipamentos e acionadores.
O ar-condicionado, esse sim, poderia ter um layout próprio,
afinal o mecanismo de funcionamento não importa. Foi o que a
GM fez na versão 2007, alterando pequenos detalhes e
contribuindo para deixar o interior mais original.
Uma herança da Opel que poderia ter sido suprimida no Brasil
são os curtos acionadores da seta de indicação e dos
limpadores do pára-brisa. Esses ainda permanecem no Vectra
2007.
Do toca-fitas para o MP3
Sabe-se lá por que, mas as pesquisas de marketing da empresa
fizeram crer que os clientes do Vectra utilizam fitas
cassetes em pleno século 21. Tudo bem, até outro dia, a
Mercedes-Benz pensava assim também. Porém, aqui reinou o bom
senso: a montadora resolveu suprimi-lo e, em seu lugar,
disponibilizou um CD Player com capacidade de reproduzir
MP3, como indica a tendência do setor.
Quase lá
Afinal, o Vectra é um bom sedã? Passados pouco mais de um
ano de seu lançamento, ele continua uma boa opção de compra,
porém, nesse espaço de tempo foram tantas as novidades que
chegaram que algumas vantagens do carro da GM deixaram de
ser exclusivas. É o caso, por exemplo, do entreeixos, de
2,70 m – Mégane sedã, Civic e o mexicano Fusion também
oferecem tanto espaço.
E o motor bicombustível vai pelo mesmo caminho: o Civic
ganhou (embora estranhamente mais fraco) e o Corolla terá em
2007, sem falar no resto da concorrência.
As mudanças da linha 2007 são bem-vindas, mas para 2008 a GM
poderia mexer em dois aspectos: melhorar o acabamento de
algumas partes internas e nos brindar com uma nova família
2, mais eficiente e potente. Com isso, o Vectra poderá muito
bem subir da boa média de vendas de hoje (em torno de 2 400
unidades por mês) para algo acima de 3 000 carros, onde hoje
estão os japoneses Corolla e Civic.
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