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Por
Francisco Meira
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COMO EFETUAR UMA COMPRA SEGURA!
Comprar um
carro usado no Brasil pode ser, ao invés de um sonho, um
grande pesadelo!
Vamos citar algumas dicas importantes para quem desejar
comprar seu VECTRA usado, com um mínimo de segurança,
mas que também servem para outros modelos e/ou marcas,
já que as regras são diferentes, apenas em alguns
detalhes, como localização das numerações, tipo de
impressão/tipagem/gravação, etc.
- ETIQUETAS DE IDENTIFICAÇÃO
Resolução
659/85, alterada e acrescentada pela Resolução 691/88.
Institui novo critério de identificação veicular
obrigatório para todos os veículos.
Além da gravação no chassi ou monobloco, os veículos
serão identificados com, no mínimo, os caracteres VIS
previstos na NBR 3 nº 6066, podendo ser, a critério do
fabricante, por gravação, na profundidade mínima de
0,2mm, quando em chapas ou por plaqueta colada, soldada
ou rebitada,destrutível quando de sua remoção, ou ainda
por etiqueta auto colante e também destrutível no caso
de tentativa de remoção, nos seguintes compartimentos e
componentes:
- no
assoalho do veículo, sob um dos bancos dianteiros(no
Vectra, banco do passageiro);
- na
coluna da porta dianteira direita;
- no
compartimento do motor;
- em um
dos pára-brisas e em um dos vidros traseiros, quando
existentes e;
- em pelo
menos dois vidros de cada lado do veículo, quando
existentes, excetuados os quebra-ventos.
Com base
nesses pontos, é importante conferir e comparar as
inscrições existentes e confrontá-las também, com o
documento do veículo(CRLV). Parece mentira, mas alguns
meliantes tentam “criar” um veículo, sem ao menos
preocupar-se com a documentação e com as
informações(numerações) dos componentes do mesmo! Já vi
casos onde o veículo(furto ou roubo) trafegava com a
documentação de outro, de mesmas características, como
cor, modelo, etc, mas com componentes que não poderiam
existir em dois veículos ao mesmo tempo. Bastaria olhar
o chassi impresso no CRLV e comparar com o número
gravado nos pontos supra-citados!
- NUMERAÇÃO DE CHASSI
Com a
numeração de 17 dígitos, adotada atualmente para
identificação de veículos, vamos fazer um Raio-X de um
código chassi GM VECTRA e determinar seu significado.
Exemplo:
9BG V N 69 E K J B 100001
1 2 3 4 5 6 7 8 9 (POSIÇÕES
CONFORME ABAIXO)
P1 - 9BG – Região Geográfica, Pais e
Fabricante(9 América do Sul);
B-Brasil e
A-Argentina(nesse caso, o 9 seria substituído
pelo 8(América do Sul) e G representa o
fabricante, no nosso caso, a GM;
P2 – Linha
do veículo(J-Vectra a partir de 96) e L-Vectra;
P3 – Versão(L-CD
a partir de 94; G-GL(a apartir de 98); K-GLS(94 a 99));
P4 – Tipo de
Carroçaria(19-Sedan(Corsa, Omega e Vectra));
P5 – Tipo de
motor(cilindrada e combustível)
B-2.0 MPFI
8V Gasolina
F-2.0 SFI
16V Gasolina-(a partir de 94)
H-2.2 MPFI
Gasolina-a partir de 94
Y-2.2 MPFI
16V Gasolina-a partir de 98.
P6 – Ano
modelo(até 31/12/98 – após 01/01/99, substituído por 0)
P7 – Ano de
fabricação(após 01/01/99, passou a indicar o Ano Modelo)
P8 – Código
da Planta(local de fabricação-B São Caetano, C São José
dos Campos, G Gravataí e R Rosário(Argentina).
P9 – Número
seqüencial de produção.
Para
exemplificar a codificação acima, vamos montar a
numeração do chassi de um GM:
9BG J L
19 Y X W B 000001
9BG-seria
um veículo GM brasileiro, da linha Vectra(J),
versão CD(L), tipo Sedan(19), 2.2 MPFI à
Gasolina(Y)(a partir de 98), ano modelo 99(X),
ano de fabricação 98(W), produzido em São Caetano
do Sul(B) e com número seqüencial 000001(o
primeiro da série).
- MOTOR E CÂMBIO
Um dos
pontos importantes a serem verificados pelo comprador de
um veículo usado é a numeração do motor e do câmbio,
além do chassi, lógico! Esses dois itens são os que “amarram”
o veículo com seu histórico de fabricação, além de
outros. Os demais itens não costumam aparecer em
Sistemas de Informações Oficiais e somente podem ser
obtidos através do fabricante do veículo, quando de uma
PERÍCIA Técnica. Portanto, não esquecer de observar
esses itens é de fundamental importância.
O número do
motor nos modelos 16 válvulas é de fácil visualização,
já o câmbio, é mais complicado. Observar, estando de
frente para o compartimento do motor, a junção do bloco
do motor com o corpo da carcaça do câmbio. O número do
motor estará bem visível a olho nu. Já o câmbio, somente
pode ser observado por baixo, numa rampa ou elevador.
Caso, o
número do motor e/ou câmbio, não conferir com o que
consta no Sistema de Consulta Oficial(Infoseg, Serpro,
Renavam), fique atento, pois pode ter sido substituído
um desses componentes e de forma criminosa, como a
compra em zonas tipo ROBAUTO, sem a documentação
legal.
- DICAS GERAIS E BEM SIMPLES
Além do que
já vimos acima, algumas outras informações também podem
ser observadas. Vejamos algumas:
- Cintos de
Segurança – trazem etiquetas do fabricante em sua parte
inferior, onde estão as informações de fabricação, data
de produção e outras! Cuidado! Não há razões para um
veículo ano 2000 apresentar todos os cintos com data de
fabricação de 1998, por exemplo! Os cintos são
produzidos, via de regra, no mesmo ano de produção do
veículo! Atenção com etiquetas cortadas e outras fontes
de suspeita!
-
Mangueiras, tampas de reservatório, reservatórios e
outros itens, também podem fornecer datas de fabricação
que indiquem alteração ou camuflagem da “idade” do
veículo.
- Os vidros
são fontes de informação de data de fabricação dos
veículos a eles associados. Os fabricantes costumam
adotar códigos que indicam a data de produção e assim,
podem auxiliar na elucidação de dúvidas. Não devemos
exagerar nesse item, principalmente no Brasil, onde
muitos veículos têm vidros quebrados por meliantes todos
os dias, mas quando todos os vidros apresentam data de
produção diferente do ano de produção do carro, pode
indicar, no mínimo, um capotamento, batida, etc.
Não
esquecer de observar a gravação OBRIGATÓRIA nos vidros,
do número do chassi, conforme a Lei Brasileira.
Seguindo e
observando as dicas acima, caso seu veículo dos sonhos
não tenha apresentado nenhuma suspeita, caberá ao
comprador, observar a mecânica, lataria, estofamentos,
pintura, etc, mas isso é assunto para profissionais
dessas áreas!
Até a próxima!
Francisco Meira |